900 dias com ele


Acho que preciso tirar as teias de aranha aqui do blog não é?

Quem me acompanha no twitter e/ou facebook já sabe que eu fiquei solteira 35 dias depois do noivado. O motivo não vem ao caso ser exposto aqui, é claro.

Foram exatos 900 dias ao lado de uma pessoa que eu amei profundamente até o fim, e acho que todo término é difícil, principalmente quando ainda existe amor. É ainda bem difícil de acreditar sabe?

Broken heart

Broken heart

Acho que a pior hora é quando você chega em casa e conta para os pais: “Nós terminamos”, porque quando você diz em voz alta  que a primeira gotinha de realidade começa a cair.

Então vem a terrível primeira semana, que em alguns minutos parece que você está hiperventilando e logo em seguida sufocando de tanto desespero. Você não sente vontade de levantar da cama,  lavar o cabelo (e muito menos penteá-lo), tirar o pijama, tomar café da manhã, trabalhar, almoçar, falar, dar explicações…resumindo, de viver. Mas você tem que fazer tudo isso, porque o  mundo não pàra para você poder sofrer em paz. Nem sofrer em paz nós podemos! Não podemos ficar de moletom, descabelada, com um pote de brigadeiro, ouvindo Adele.

Ah claro, o mais importante: Você não pode demonstrar que está sofrendo, porque seria pior, afinal, além de tudo isso teria que lidar com o olhar de pena e as tentativas frustradas de consolo das pessoas ao seu redor.

Mais difícil do que sofrer, é parecer que não está sofrendo.

Aí chega a segunda semana e você tem aquela necessidade absurda de dar a volta por cima, de sair com as amigas, de “recuperar todo o tempo perdido” e começa a trabalhar nos 550v, sai todos os dias da semana e tem aquela falsa sensação de liberdade. Claro, olha para todos os homens da rua com raiva deles, e querendo que todos eles morram junto com a Adele.

Na terceira semana você percebe que não queria liberdade, só queria estar abraçadinha com ele. E começa a sentir falta das ligações noturnas, de tomar café da manhã junto aos domingos, de planejar o final de semana e sente saudade até das brigas. Dá aquela vontade louca de telefonar e falar: PELAMORDEDEUSVAMOSCONVERSAR! Mas a gente sabe que não é bem assim que a banda toca.

A quarta semana eu ainda não sei como será, mas já posso adiantar que começou com o coração bem apertadinho. A vontade de morrer passa quando?

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One Response

  1. Lucas Almaida

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